O crescimento expressivo dos casos de câncer colorretal e de intestino levou especialistas a reforçar a importância da colonoscopia como ferramenta central na prevenção e no diagnóstico da doença.
O câncer de intestino, segundo projeções para o período entre 2026 e 2030, deve apresentar um aumento de cerca de 10% entre pessoas de 30 a 69 anos, acendendo um alerta para a necessidade de rastreamento regular.
Nesse cenário, o exame se destaca como um dos mais eficazes para identificar alterações ainda em fases iniciais, quando as chances de cura são significativamente maiores.
A colonoscopia avalia todo o intestino grosso e a porção final do intestino delgado, permitindo visualizar sinais que podem evoluir para um câncer caso não sejam detectados a tempo.
Em conversa conosco, a médica Roberta Lopes destaca a relevância do exame em todas as situações:
Entre aqueles que não têm sintomas, a recomendação é realizar o exame a partir dos 45 anos, especialmente para indivíduos considerados de baixo risco.
Já quem possui histórico familiar de câncer de intestino pode precisar iniciar o acompanhamento mais cedo e com intervalos menores, como destacou a Dra. Roberta:
Apesar disso, muitos pacientes ainda enfrentam receio ou tabu em relação ao procedimento, atrasando diagnósticos importantes. A colonoscopia é rápida, dura apenas alguns minutos e é realizada com sedação, garantindo conforto e segurança ao paciente.
Por isso, a médica reforça que superar o preconceito e buscar o exame preventivo é fundamental para evitar o avanço silencioso da doença e garantir mais qualidade de vida, especialmente em uma população que tem vivido cada vez mais.
A especialista também chama a atenção para os hábitos de vida saudáveis, que têm impacto direto na prevenção.
Dra. Roberta reforça que identificar a doença ainda em seus estágios iniciais pode garantir até 95% de chances de cura. Já o atraso motivado pelo medo ou preconceito com o exame pode resultar em descobertas tardias, diminuindo as possibilidades de tratamento e recuperação.