Uma pesquisa nacional mostrou que sete em cada dez carros circulam por aí sem cobertura de seguro no Brasil. O levantamento chama atenção principalmente diante do aumento dos custos de reparação, impulsionados pela valorização dos veículos novos e das peças, assim como pela maior quantidade de equipamentos tecnológicos incorporados aos automóveis.
Um farol full Led, por exemplo, pode custar de R$3 mil a R$7 mil, enquanto um para-choque equipado com sensores de estacionamento passa de R$5 mil. Em resumo uma colisão aparentemente simples, ocorrida em baixa velocidade, pode gerar um prejuízo maior do que o valor desembolsado pelo proprietário durante um ano inteiro de seguro.
Os acidentes continuam sendo frequentes nas estradas brasileiras. Conforme o boletim anual de sinistros, 84 mil ocorrências de trânsito foram registradas nas rodovias brasileiras no ano passado.
Mesmo elevados, esses números não tem despertado interesse de muitos proprietários, principalmente nos grandes centros. Já em cidades do interior, por exemplo, caso de Pará de Minas, a situação é um pouco diferente.
Na pesquisa realizada pelo Jornal da Manhã as empresas confirmaram que a fidelização de clientes ajuda bastante na renovação de contratos. Joander Oliveira, da Corretora Plana, sintetizou o levantamento:
Pará de Minas não acompanha a média nacional de ter apenas 30% dos veículos segurados. Aqui, a questão é outra, mostrando que só abrem mão desta garantia aqueles que realmente não se encaixam no perfil:
Agora, uma questão a ser pensada é a estratégia intermediária de se contratar apólices mais enxutas. Uma das alternativas é aumentar o valor da fraqnuia e abrir mão de coberturas adicionais, como carro reserva e proteção para vidros. Dependendo do perfil do cliente, uma apólice com esse formato pode custar até 40% menos que um seguro completo.