Sepultado no final da tarde de ontem, no Cemitério Santo Antônio, em Pará de Minas, o corpo do conhecido congadeiro Zé Penha. Ele nasceu José dos Santos e Silva, mas foi através do apelido que se tornou conhecido.
Zé Penha morreu aos 95 anos, em consequência de uma forte pneumonia. Durante todo o dia, o velório recebeu centenas de visitas entre familiares, amigos e admiradores.
Maria Aparecida Penha, uma de suas filhas, falou emocionada à reportagem do Jornal da Manhã:
Entre os amigos que se despediram de Zé Penha estava o superintendente regional do INSS em Minas Gerais, Gabriel Leite, que foi o fundador do Bloco do Zé Penha, e também Marcos Vinícius:
Zé Penha foi uma inspiração de vida, sempre ajudando ao próximo. Iniciou a carreira profissional aos 12 anos de idade, no DER, quando o pai o tirou da escola para que ele pudesse cozinhar para os trabalhadores. Foi homenageado com uma medalha de Melhor Encarregado de Minas Gerais. Anos mais tarde, também foi eleito como Motorista Padrão.
A ligação com o congado começou na adolescência, incentivada pelo avô e fortalecida pela devoção a Nossa Senhora do Rosário. Gostava muito de organizar as festas e como sabia tocar todos os instrumentos, passou a vida prestando serviços nesta área, fazendo consertos.
Em uma de suas inúmeras entrevistas, Zé Penha disse que seus momentos mais felizes estavam ligados à música que ele gosta de tocar em casa ou na sua banda. Chegou a dar a receita da longevidade: dormir cedo, ter uma boa alimentação, evitar exageros e não abrir mão de uma boa cachacinha de vez em quando. E o conselho para os jovens: “Não entrem para o mundo das drogas, ninguém precisa delas para se divertir”.
Fotos: Lucas Barcelos e Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM