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Honrar pai e mãe

27/12/2021

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Logo após a celebração do natal, a liturgia da Igreja nos convida a contemplar a Sagrada Família.  A Sagrada Família, Jesus, Maria e José, é um ícone que serve de modelo à todas as famílias do mundo, pois independentemente da cultura, alguns valores são universais. O respeito aos pais é um desses grandes valores. Devemos honrar e respeitar os pais pois, eles são a fonte da vida, assim como devemos respeitar o nosso Pai comum, que é a origem da mesma.

O respeito aos pais e aos idosos, de maneira geral, é um tema recorrente em nossas reflexões, dado à sua grande importância. Vivendo numa época de “vale o quanto pesa”, como a nossa, os pais, nem sempre são valorizados até porque não “pesam” mais no mercado de trabalho. Nossa cultura utilitarista tende a descartar tudo aquilo que não é útil. Mas, essa regra deveria valer apenas para os objetos e não para as pessoas. Pessoas não se descartam mesmo quando deixaram de ser úteis ao mercado de produção e consumo.

Vivendo em Alexandria, no Egito, o povo de Israel teve que usar de inteligência para não perder a sua cultura. Foi nesse contexto, Séc. II a. C,  que surgiu o livro do Eclesiástico.  Aquela época trouxe grandes desafios aos judeus que moravam fora de Israel pois, a cultura grega ameaçava engolir todos os seus valores. Foi então, que o autor do livro, Jesus, Bem-Sira, apresentou um síntese da religião tradicional de Israel destacando a grandeza dos seus valores como, por exemplo, honrar os pais.

Vivendo no estrangeiro num contexto diferente do seu, o povo de Israel não tinha como frequentar o templo de Jerusalém e participar dos rituais de purificação. Sem condições de participar dessas cerimônias o foco desviou-se para a família. O perdão dos pecados, por exemplo, foi estendido àqueles que amassem e valorizassem os próprios pais (Ver: Eclo 3,3-7.14-17a /gr. 2-6.12-14).

Às vezes, sou tentado a pensar que, quem não ama os pais, na verdade, não é capaz de amar ninguém. Você já imaginou o sacrifício que é criar um filho? Quantas noites mal dormidas, quantas preocupações, quantos trabalhos exigem a criação de um filho! Será que os pais não merecem um mínimo de gratidão por tudo que fizeram? Eles doam a vida para o bem dos filhos e, nem sempre, são valorizados. E o que é pior: Costumam ser desprezados na velhice, a hora que mais precisam dos filhos!

Em seu Evangelho, São Lucas nos diz que “Jesus voltou com seus pais para Nazaré e lhes era obediente em tudo”. Jesus, mesmo sendo o Filho de Deus, soube ser obediente aos seus pais terrenos. Foi também obediente ao Pai do Céu, ainda quando não compreendeu o seu plano. Podemos perceber isso, em sua agonia no Horto das Oliveiras, quando exclamou: Pai, se for possível, afasta de mim esse cálice. Mas, se não for possível, então, que eu o beba!

Quantos valores podemos aprender contemplando a Sagrada Família de Nazaré? – Fé, diálogo, respeito...  Qual esposa não gostaria de ter um marido semelhante a José ou um filho parecido com Jesus? Qual marido não gostaria de ter uma esposa parecida com Maria? Olhando esse modelo perfeito de família, rezemos pelas nossas famílias, imperfeitas e cheias de limitações! Que a Sagrada Família de Nazaré nos ensine os caminhos da santidade apesar, dos inúmeros desafios de nosso tempo!

Texto. Pe. Gabriel
Foto Ilustrativa: pixabay.com




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