Economistas e analistas políticos já manifestam opiniões sobre o primeiro ano do governo Lula, tanto em relação ao desempenho do presidente da república quanto da resposta da economia nacional às medidas tomadas ao longo do ano.
Para entender um pouco sobre este novo cenário econômico, o JM conversou com o economista Eduardo Abreu Leite, que avalia positivamente o desempenho da economia brasileira ao longo de 2023.
Apesar dos bons indicativos, Eduardo lembra que ainda existe uma grande preocupação em relação à questão fiscal, que pode ser o principal entrave para um crescimento mais expressivo do Brasil.
Ele cita o anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o conjunto de novas medidas que visam equilibrar as contas públicas do Brasil nos próximos anos. Eduardo não acredita no déficit zero agora em 2024.
O equilíbrio das contas públicas e o déficit zero, segundo Eduardo Leite, representam uma grande possibilidade de elevação do status do Brasil junto às agências internacionais de classificação de risco, o que abriria portas para mais investimentos no país.
O economista aproveitou para alertar as famílias sobre as situações de endividamento, que continua alto desde a pandemia de covid-19. Eduardo Leite acredita que a situação deve melhorar a partir do momento em que as vagas e emprego forem retomadas.
Enquanto isso ele orienta à população que tenha cautela e consciência no consumo, evitando financiamentos e compras a prazo utilizando crédito com juros altos como cheque especial e no rotativo do cartão de crédito.
Foto: Amilton Maciel - Rádio Santa Cruz FMHá 0 comentários. Comente essa notícia.