A imprensa não terá acesso a todas as reuniões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que foi montada pela Câmara de Pará de Minas para investigação das denúncias de irregularidades no transporte da saúde pública do município.
A mesma proibição prevalecerá sobre outros cidadãos, dependendo dos temas abordados em cada sessão. A informação foi divulgada pelo presidente da comissão, vereador Cristiano Fernandes, que justifica a medida com a Lei Geral de Proteção de Dados, que resguarda direitos individuais.
O vereador esclarece, no entanto, que a CPI continuará conduzindo seus trabalhos com responsabilidade e respeito à legislação, além de dar total transparência dos atos públicos.
Comissão apura graves irregularidades
A CPI foi proposta pelo vereador Leo Xavier, devido às várias denúncias que ele recebeu no ano passado. Entre elas estão o suposto uso particular de veículos públicos, favorecimento no agendamento de viagens e suspensão injustificada do serviço para pacientes que têm o direito assegurado por lei.
Também chegaram informações sobre o transporte inadequado de pessoas com doenças transmissíveis, sem a adoção dos protocolos necessários, assim como os casos em que o atendimento só teria ocorrido após manifestações nas redes sociais. Os vereadores que conduzem as investigações têm 120 dias para encerrar o caso, sendo que metade desse prazo já se passou.
Foto Ilustrativa: Arquivo Jornalismo/Rádio Santa Cruz FMHá 0 comentários. Comente essa notícia.