Circulam nas redes sociais rumores de que a vacina contra a dengue, em dose única, adquirida pelo Ministério da Saúde e desenvolvida pelo Instituto Butantan, já estaria disponível em Pará de Minas.
Mas essa informação não procede. O município ainda não recebeu nenhuma remessa do imunizante, e também não há data confirmada para o início da vacinação com essa nova dose na cidade.
A Butantan-DV está em fase de ampliação nacional. Nos municípios-piloto, a vacina de dose única está sendo aplicada em pessoas com idade entre 15 e 59 anos, mas, em Minas Gerais, apenas a cidade de Nova Lima recebeu as doses.
E pelo visto, a espera dos outros municípios será longa. Em Pará de Minas, por exemplo, a Vigilância em Saúde Ambiental só espera o imunizante no final do ano. O coordenador do setor, Douglas Duarte, falou conosco:
Desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacina apresenta eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalizações. A expectativa é que a produção seja ampliada em até 30 vezes nos próximos meses.
Além do imunizante nacional, desde 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina Qdenga, aplicada em duas doses, destinada a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, exclusivamente nas Unidades Básicas de Saúde. Essa sim, está disponível nas salas de vacinação de Pará de Minas.
Douglas Duarte explicou que, apesar da expectativa pela nova vacina, o município segue atento ao cenário epidemiológico, mantendo as ações de prevenção. E esse período de chuvas, favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, tornando o combate ainda mais necessário.
Segundo ele, mesmo em semanas com menos chuva, a Vigilância não pode ser relaxada, já que pequenos acúmulos de água são suficientes para a reprodução do inseto.
A Secretaria de Saúde reforça que a colaboração da população é fundamental no enfrentamento à dengue. Manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água, permitir a entrada dos agentes de endemias e evitar o descarte irregular de lixo, especialmente em lotes vagos, são atitudes essenciais para reduzir os focos do mosquito e prevenir novos casos da doença no município.
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