Dez dias depois da trágica morte, a paraminense Vanessa Lara Oliveira Silva continua recebendo homenagens emocionantes de quem conviveu com ela. Desta vez, a manifestação foi dos profissionais do Sine de Juatuba, onde ela atuava duas vezes por semana.
Vanessa intermediava oportunidades de emprego e era muito admirada pelos profissionais do Sine. Todos reconheciam nela a vontade de ajudar ao próximo, sem falar no quanto gostava de exercer a atividade.
O coordenador da unidade, Wagner Prado, disse que a notícia da morte foi um choque muito grande para a equipe. “Perdemos uma pessoa que considerávamos ser parte da nossa família... Até hoje, nosso sentimento é de incredulidade”.
Wagner ainda ressaltou que, além da dor, também existe revolta diante da violência do crime, mesmo após a prisão do suspeito.
E se para os amigos a morte precoce da jovem continua sendo muito lamentada, para a família a dor só aumenta de tamanho. O irmão dela, Matheus Castro, postou uma carta nas redes sociais pedindo reflexão da sociedade.
Disse que não quer vingança, mas mudança. Segundo ele, o desejo da família é que o nome de Vanessa seja lembrado não apenas pela tragédia, mas como símbolo de transformação.
“Que a morte dela não seja só mais uma manchete, que seja um marco”. Matheus também pede que a sociedade cobre segurança para as mulheres. Ele terminou o texto de grande sensibilidade, da seguinte forma:
“Porque nenhuma irmã deveria ser enterrada por ter simplesmente ido trabalhar. Por Vanessa, por todas. Até que nenhuma precise ter medo de voltar para casa”.
A cronologia do caso
A jovem estudante de Psicologia tinha 23 anos e foi assassinada em Juatuba, no dia 9 de fevereiro, no trajeto que ela costumava fazer para pegar o ônibus de volta a Pará de Minas. O único suspeito, Ítalo Jefferson da Silva, confessou o crime três dias depois, quando foi preso em Carmo do Cajuru.
Ele se escondia entre vagões de um trem que seguia em direção à cidade de Divinópolis. Jefferson disse à polícia que não houve planejamento prévio e que matou a jovem por enforcamento, usando o cabo do celular.
Ele negou o estupro, mas as evidências também apontam para abuso sexual. O caso segue sob a investigação da Polícia Civil, que trabalha na conclusão do inquérito e na consolidação das provas para encaminhamento ao Ministério Público.
Foto Ilustrativa: Reprodução Redes SociaisHá 0 comentários. Comente essa notícia.