A perda da patente internacional da polilaminina, substância revolucionária desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) utilizada para regeneração de lesões medulares, continua repercutindo no país.
De acordo com a pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, isso ocorrido por falta de verbas entre 2015 e 2016, entre outros motivos. Sem recursos para pagar a anuidade e taxas necessárias ao registro de propriedade intelectual, a universidade perdeu o direito, impactando inclusive no andamento das pesquisas.
A perda da patente internacional significa que o Brasil deixou de ter o controle global sobre a invenção original, que passou ao domínio público no exterior. A informação causou revolta no Brasil.
Cidadãos como Wanderlei Antônio Pimenta, ex-vice-prefeito de Florestal, se mostra indignado e é mais um a defender mais investimentos federais nas áreas de pesquisa e saúde pública.
Embora a patente internacional tenha sido perdida, no Brasil a produção e o desenvolvimento a polilaminina seguem protegidos e em parceria com a indústria nacional. Em janeiro deste ano a Anvisa, inclusive, autorizou o início dos testes clínicos, a fase 1, em seres humanos. A substância, derivada da placenta humana, apresentou resultados promissores em casos de tetraplegia tratados sob uso compassivo.
Outra notícia importante é que um laboratório brasileiro, parceiro da UFRJ, pediu nova patente internacional da polilaminina em 2023. De acordo com o jornal Estadão, enquanto esse pedido está sob análise, há expectativas de direito sobre o uso exclusivo da molécula. Caso isso aconteça, o laboratório poderá, inclusive, pedir indenização e royalties retroativos à exploração da substância se a patente for aprovada.
Fotos: Amilton Maciel/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução Sgnet (pixabay.com)Há 0 comentários. Comente essa notícia.