Celebrado hoje (4 de março), o Dia Mundial da Obesidade chama atenção para uma das principais ameaças à saúde pública global. A data reforça a necessidade de ampliar o debate sobre uma condição que vai muito além da estética, atingindo diferentes faixas etárias, com impactos diretos na qualidade de vida e nos sistemas de saúde.
No Brasil, o cenário é preocupante. Dados do Atlas Mundial da Obesidade apontam que 68% da população tem excesso de peso: 31% com obesidade e 37% com sobrepeso. A doença cresceu 72% nos últimos 13 anos no país e as projeções indicam aumento de 33,4% entre homens e 46,2% entre mulheres até 2030.
O aumento dos casos está relacionado a um ambiente que favorece o ganho de peso, com ampla oferta de alimentos ultraprocessados, rotina sedentária, excesso de estímulos digitais, privação de sono e níveis elevados de estresse. A alimentação atual tende a ser mais calórica e menos nutritiva, comprometendo o equilíbrio metabólico.
Ou seja, a obesidade é uma condição multifatorial, envolvendo comportamento, ambiente, genética e fatores metabólicos. E a situação preocupa ainda mais por atingir também crianças e adolescentes.
O nutricionista Arthur Fonseca diz que o avanço da obesidade infantil acende um alerta para complicações cada vez mais precoces e também para a manutenção do quadro na vida adulta.
E o profissional alerta que o problema não some com dietas milagrosas e nem extremamente restritivas. Uma alimentação muito enxuta pode até gerar perda de peso rápida, mas dificilmente será sustentável em longo prazo.
Para quem deseja sair da obesidade e iniciar um processo de emagrecimento saudável, a orientação é começar sem radicalismos. O primeiro passo é organizar a rotina alimentar, estabelecer horários, melhorar a qualidade das refeições e garantir ingestão adequada de proteínas, que auxiliam na saciedade e na manutenção da massa muscular.
E a busca por alternativas saudáveis para incluir na alimentação tem crescido. Segundo Adriana Carvalho, da loja Viver Saúde, a procura por farinhas integrais, suplementos tem aumentado significativamente.
E além da alimentação saudável, a prática regular de atividade física e a priorização do sono também são fundamentais. Mais do que cortar alimentos de forma abrupta, a mudança de hábitos exige estrutura, constância e, sempre que possível, acompanhamento profissional, estratégia considerada essencial para evitar erros e garantir resultados duradouros.
Fotos: Lucas Barcelos / Rádio Santa Cruz FM
Fonte imagem Capa: Gerada pelo autor com o modelo de IA Gemini, do Google (2026)
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