O engenheiro de segurança do trabalho do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), Anderson de Matos, participou de uma missão voluntária na cidade de Juiz de Fora, em decorrência da tragédia que deixou 72 mortos, além de mais de 8.500 desabrigados ou desalojados.
Anderson é engenheiro geotécnico e atua no HNSC desde 2020. Ele também integra o grupo de profissionais voluntários do CREA-MG (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais) e foi convocado a participar da força-tarefa técnica organizada pela entidade no município mais afetado.
Durante uma semana de trabalho, eles realizaram um levantamento detalhado das áreas mais vulneráveis. A atuação envolveu diferentes etapas, desde a análise técnica em escritório até as visitas em campo.
Segundo Anderson, todas as áreas de risco geológico da cidade foram mapeadas e o trabalho foi dividido em quatro etapas, que envolveram desde a análise técnica em escritório até o mapeamento em campo e a orientação direta à população.
O trabalho teve como objetivo identificar áreas críticas e subsidiar medidas futuras de prevenção e planejamento urbano. De acordo com o engenheiro, um dos grandes desafios enfrentados pelo município é a ocupação irregular em regiões de risco.
O engenheiro também apontou outra situação muito preocupante, que é a ocupação irregular e a falta de fiscalização pública:
A missão voluntária do CREA-MG já levantou a estimativa de recuperação das perdas de Juiz de Fora e ela vai exigir grandes investimentos financeiros:
O trabalho realizado pelos engenheiros voluntários resultará em um laudo técnico que será apresentado ao CREA-MG, com recomendações e orientações que poderão contribuir para futuras ações de prevenção e planejamento urbano na cidade.
Foto: Arquivo PessoalHá 0 comentários. Comente essa notícia.