A busca constante por conforto e comodidade, com tecnologias que garantem tudo a tempo e a hora, através de aplicativos de celular, tem provocado um problema sério na sociedade: o emburrecimento da população.
É comum ver pessoas recorrendo à calculadora para fazer contas básicas, ou buscando ajuda da Inteligência Artificial a todo o momento para resolver problemas do dia a dia, ou escrever um simples bilhete.
O resultado dessa zona de conforto é que sem a necessidade de qualquer esforço mental, as pessoas têm perdido a habilidade de pensar. Estudiosos de psicologia levantaram a hipótese de que a humanidade está ficando mais burra no exato momento em que as máquinas estão mais inteligentes do que nós.
E não adianta jogar a responsabilidade em cima das novas gerações. O psicólogo Leone Mesquita lembra que, na verdade, este é um processo que já vem acontecendo há décadas:
Mas existe uma forma de frear este processo? Leone acredita que em algum momento as pessoas irão ‘acordar’ para a situação, ao sentir a inaptidão para as coisas básicas do dia a dia.
O psicólogo também aponta o surgimento de tantas academias de ginástica como primeiro passo para este despertar. Segundo ele, ao perceber que não é necessário nem mesmo sair de casa para as ações práticas da vida, as pessoas passaram a buscar atividades físicas, numa tentativa de compensar a falta de ação provocada pelas tecnologias:
Para as novas gerações, Leone sugere que os pais combatam a dependência das tecnologias e a hiperconexão, com a redução do tempo de tela, incentivando a leitura em livros físicos, realização de atividades ao ar livre e estimulando o diálogo olho no olho, à moda antiga.
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