Quando se fala em medicamento, a primeira imaginação das pessoas se volta para as prateleiras de farmácias cheias de produtos sintéticos, desenvolvidos com alta tecnologia.
Mas existem outros tipos de tratamento, ainda pouco explorados pelo grande público, que vem conquistando espaço e reconhecimento dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Um deles parte do universo da fitoterapia, que é baseada no uso de substâncias extraídas de plantas medicinais, e vem sendo mais reconhecida como complemento do tratamento de diversas doenças.
A fitoterapia abrange uma variedade de apresentações, como chás, cápsulas, óleos essenciais, tinturas e extratos de plantas obtidos por meio alcoólico, todos com propriedades medicinais.
O farmacêutico e bioquímico Carlos Bezerra chama atenção para o fato dos fitoterápicos não substituírem necessariamente os medicamentos sintéticos, mas oferecem uma abordagem distinta.
Ele também destaca que plantas como alecrim, arnica, algas e coentro estão entre as mais utilizadas para complementação do tratamento em diferentes condições.
Mas apesar da procura crescente, o uso da fitoterapia é mais comum nas abordagens ligadas à medicina naturalista e integrativa. Mesmo assim, o interesse que aumenta gradativamente reflete uma busca maior por tratamentos mais naturais e menos invasivos.
E vale ressaltar que essa prática é uma das formas mais antigas de tratamento de doenças, utilizada por diferentes culturas, sendo que, até hoje, se mantém como alternativa importante no cuidado com a saúde.
Foto: Amilton Maciel/Rádio Santa Cruz FMHá 0 comentários. Comente essa notícia.