Um mês depois e o outono continua mostrando mudanças significativas no clima, o que exige atenção redobrada com a saúde e o meio ambiente. A estação marca a transição entre o período quente e chuvoso com os meses mais frios do ano.
Um dos principais efeitos desse período é a chamada amplitude térmica, quando há grande variação de temperatura ao longo do dia. Em Pará de Minas, não é raro registrar tardes com temperaturas entre 29 e 30 graus, enquanto nas primeiras horas da manhã os termômetros baixam para 15 ou 16 graus.
Essa oscilação pode causar desconfortos, especialmente em crianças e idosos, exigindo cuidados simples no dia a dia. O alerta é do coordenador da Defesa Civil de Pará de Minas, Edson Cecílio da Silva, lembrando que a mudança climática impacta diretamente na saúde da população e reforça a necessidade de prevenção.
O que fazer para minimizar os efeitos? Entre as orientações estão a ingestão frequente de água, o uso de agasalhos nos períodos mais frios e a atenção com os animais de estimação, já que tanto a incidência solar quanto a perda de calor se tornam mais intensas devido à menor cobertura de nuvens.
Além disso, o período de estiagem já acende um alerta para o aumento do risco de queimadas. Em abril, o índice pluviométrico registrado na cidade foi de cerca de 30 milímetros, apenas 50% do esperado para o mês.
E, segundo as previsões, não há expectativa de novas chuvas por agora, o que pode antecipar o início da temporada de incêndios florestais na região.
As mudanças climáticas bruscas vêm aumentando ao longo dos anos, agravadas por fatores como desmatamento, uso irregular do solo e práticas inadequadas. Por isso, o trabalho preventivo e a conscientização da população são fundamentais para reduzir os impactos do período seco e evitar situações mais graves.
Edson Cecílio alerta ainda que, uma vez iniciado, um incêndio florestal pode se espalhar rapidamente, ainda mais nas regiões com relevo acidentado, como é o caso de Pará de Minas.
Por isso, a orientação é clara: ao identificar qualquer atitude suspeita ou focos de incêndio, a população deve acionar imediatamente os órgãos responsáveis, caso da Polícia Militar, Polícia Ambiental e a Polícia Civil, contribuindo para a prevenção e combate a esse tipo de ocorrência.
Foto: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FMHá 0 comentários. Comente essa notícia.