O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) suspendeu a decisão da Câmara de Itaúna, que declarou a perda do mandato do vice-prefeito Hidelbrando Canabrava. Segundo a relatora do processo, juíza Maria Cristina Casvalhais, não houve abertura de processo administrativo prévio, o que pode ter violado o direito à ampla defesa.
Ela também avaliou que a ausência do vice-prefeito não foi voluntária, mas causada por uma prisão preventiva. Com a decisão, fica suspenso o ato que declarou a vacância do cargo. Assim, o vice-prefeito permanece na função até o julgamento final do recurso.
A Câmara de Itaúna informou que ainda não foi comunicada de forma oficial do fato. A Prefeitura deu a mesma informação. O vice-prefeito também não se pronunciou. Hidelbrando Canabrava é investigado em um esquema bilionário de corrupção.
O nome dele aparece várias vezes na chamada Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025, por causa de lavagem de dinheiro e crimes ambientais focados em licenças fraudulentas para extração de ferro, incluindo áreas na Serra do Curral e na Serra da Piedade.
A rede contava com empresários, lobistas e servidores públicos de alguns órgãos ambientais.
Foto Ilustrativa: Reprodução Goggle MapsHá 0 comentários. Comente essa notícia.