O movimento Mulheres de Fibro, composto por pessoas que enfrentam a luta diária das consequências da fibromialgia, tem promovido várias ações na tentativa de chamar atenção das autoridades e da comunidade em geral para o problema.
A doença reumática provoca dores intensas, fadiga extrema, além de hipersensibilidade ao toque e ao som. Esses sintomas, muitas vezes impedem até mesmo a participação em atividades simples do cotidiano.
A mobilização do grupo tem o objetivo de fortalecer a necessidade do cumprimento dos direitos já previstos na Lei Municipal 6941/2023, que ainda não saíram do papel.
A legislação prevê atendimento integral pelo SUS, com equipe multidisciplinar formada por médicos, psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, além do acesso a exames, medicamentos e terapias reconhecidas.
A lei também garante atendimento preferencial, emissão de carteira de identificação e uso de vagas preferenciais para pessoas com fibromialgia. Diante da omissão do poder público, o movimento está cobrando fiscalização por parte dos vereadores.
Segundo Jaqueline de Cássia, que é uma das integrantes, é preciso assegurar a aplicação das orientações do Ministério da Saúde e da própria legislação municipal:
Ao falar sobre a realidade enfrentada pelos pacientes, Jaqueline afirmou que o município ainda carece de ações públicas efetivas de comunicação e conscientização sobre a doença.
O diagnóstico da fibromialgia costuma ser desafiador justamente porque os sintomas são difusos e podem se confundir com outras doenças. O tratamento envolve acompanhamento multidisciplinar, prática regular de atividades físicas, melhora da qualidade do sono, controle do estresse e, em alguns casos, uso de medicamentos para aliviar os sintomas.
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