Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças menores de dois anos estão em alta em todo o Brasil, principalmente por causa do aumento das infecções pelo vírus sincicial respiratório.
O cenário também é muito preocupante em Minas Gerais, com o registro de mais de onze mil notificações com hospitalização e mais de 500 mortes relacionadas à síndrome. Já em Pará de Minas, foram contabilizados dois óbitos e onze internações neste ano.
Com as temperaturas mais baixas, hospitais e outras unidades de saúde estão sentindo o aumento na procura por atendimentos. E esse crescimento, segundo o médico Werner Copatto, tem sido percebido de forma rápida, atingindo de crianças a idosos.
Além do aumento dos atendimentos, os especialistas chamam atenção para a importância de identificar corretamente os sintomas respiratórios. É que muitas pessoas confundem gripe com resfriado, e os quadros podem ter diferenças importantes, principalmente quando evoluem para complicações mais graves.
Esses testes rápidos são importantes aliados no combate às síndromes respiratórias. A partir do diagnóstico, é possível oferecer tratamentos mais específicos, principalmente para pacientes que fazem parte dos grupos de risco.
No SUS, já existem protocolos com antivirais direcionados aos casos de covid-19 e influenza, além de medicamentos para aliviar os sintomas. Ainda assim, cuidados simples são indispensáveis, como manter uma boa hidratação, alimentação equilibrada e repouso durante a recuperação.
Dr. Werner lembra que a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de prevenção, especialmente para idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.
Manter a caderneta em dia é essencial para reduzir o risco de internações e casos graves. E é de olho nisso que muitas pessoas aguardam a ampliação da campanha de vacinação já anunciada pelo Governo de Minas. O problema é que as doses ainda não chegaram ao interior.
Fotos: Ana Luiza/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução Mojpe (pixabay.com)Há 0 comentários. Comente essa notícia.