O prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes, decidiu colocar um ponto final no embate empresarial sobre a economia de sua cidade. Em um anúncio recente, ele oficializou a assinatura de uma notificação extrajudicial à Heringer, gigante do ramo de fertilizantes, com prazo fatal de 90 dias.
Na mensagem, ele deixou claro que a empresa tem pouco mais de dois meses para retomar as atividades da planta industrial paralisada, vendê-la a investidores interessados ou então enfrentar o processo imediato de desapropriação pelo município. A iniciativa é fruto de tentativas frustradas de diálogo.
Fechada e sem destinação há tempos, a planta da Heringer tornou-se o símbolo de um desperdício inaceitável. Segundo o prefeito, diversas reuniões foram conduzidas ao longo dos últimos meses em parceria com a InvestMinas (agencia de investimentos do governo estadual).
Vários potenciais investidores manifestaram interesse real na compra ou no arrendamento do complexo industrial, mas esbarraram na intransigência da diretoria da empresa.
Segundo o prefeito, “a empresa prefere manter a fábrica fechada a vender ou arrendar, apenas para controlar a oferta no mercado. E quem paga essa conta é a nossa cidade, que fica sem os empregos e sem a renda em virtude da paralisação".
Para ele, a conduta da Heringer fere frontalmente o interesse social. A estrutura fabril possui vantagens logísticas estratégicas, como a concessão de uso da linha férrea para o escoamento de produção — um benefício público que não pode servir de álibi para a especulação e o desemprego.
A assessoria de comunicação da Heringer ainda não se manifestou. O espaço continua aberto.
Foto: Rede social.
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