Nesta segunda-feira (5), o Dia Mundial dos Professores celebra esses profissionais e também chama atenção para os desafios enfrentados por quem escolhe a educação como profissão.
Dados da OCDE apontam que 10,3% dos professores brasileiros plenamente qualificados deixaram a profissão em 2022, por aposentadoria ou demissão. A média entre os países da organização foi de 6,4%.
Salários, condições de trabalho, autonomia e reconhecimento são fatores que influenciam a permanência dos profissionais na carreira. No Brasil, apenas 22,3% dos professores dos anos finais do ensino fundamental declararam estar satisfeitos com os salários em 2022. Em relação às condições de trabalho, o índice foi de 44,3%.
Para quem está diariamente diante dos alunos, os desafios não estão apenas nos números. Denise da Silva Oliveira é professora de Física da rede estadual há 19 anos e trabalha com estudantes de 15 a 18 anos. Em conversa conosco, ela destacou a importância dos formadores, mesmo em meio à desvalorização da profissão.
De acordo com Denise, o trabalho desenvolvido dentro da escola também depende de uma parceria que começa fora dela. É que quando família e escola caminham na mesma direção, o estudante também encontra mais condições para avançar.
O Ministério da Educação afirma que mantém iniciativas voltadas à valorização e à formação de professores, como o programa Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas, criado para atrair estudantes para os cursos de formação docente.
A expectativa é que as políticas voltadas à formação, valorização e permanência ajudem a enfrentar os desafios apontados pelos dados e a garantir profissionais para atender às futuras demandas da educação brasileira.
Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM e Reprodução pixabay.comHá 0 comentários. Comente essa notícia.