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Projeto que acaba com a pobreza menstrual em Pará de Minas deve contemplar duas mil mulheres

10/06/2021

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Não são dez, nem cinquenta. Pará de Minas tem centenas e centenas de mulheres que todos os meses enfrentam o ciclo menstrual sem condições financeiras para comprar absorventes íntimos.

Essa realidade se estende Brasil afora e com a chegada da pandemia se agravou. Com pouco dinheiro no bolso, a maioria deixa de comprar absorventes para priorizar os alimentos que vão garantir a refeição da família.

A matemática é simples: entre um pacote de absorvente e o macarrão ou o feijão, a comida fica em primeiro lugar. Nos supermercados de Pará de Minas os preços variam de R$7,25 a R$15,50 – dependendo da marca. Já os absorventes noturnos são mais caros, podendo chegar a quase R$27,00 e as embalagens vêm com poucas unidades.

Atenta à situação, a vereadora Irene Melo Franco apresentou projeto de lei na Câmara Municipal para assegurar a distribuição mensal de absorventes a mulheres de baixa renda.

Depois de tramitar a casa por mais de um mês, o projeto recebeu aprovação unânime e já foi encaminhado para a prefeitura. A expectativa da vereadora é que ele seja sancionado rapidamente, para que em dois meses o município já possa oferecer essa prestação de serviços.

O projeto defende a distribuição de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade social, adolescentes e até para as detentas da Pio Canedo. A vereadora vai deixar esse procedimento por conta dos órgãos assistenciais:

E enquanto aguarda a vigência da lei, a vereadora Irene pretende liderar uma campanha para minimizar o problema:

De fato, a compra de absorventes despencou nos supermercados, conforme levantamento feito ontem pelo Jornal da Manhã, mas foi nas ruas que as justificativas apareceram com mais clareza. 
Mulheres desempregadas ou quase sem renda, substituem os absorventes por tiras de lençol ou retalhos de tecidos mais grossos, meias envolvidas em saquinhos de plástico e diversas outras maneiras de enfrentar o ciclo menstrual. 

Elas lamentam a situação, sentindo-se até inibidas, mas infelizmente esta é uma situação que não pode ser ignorada. Triste dizer, mas para muitas o absorvente íntimo ainda é um artigo de luxo. O secretário de Assistência e Desenvolvimento Social, Flávio Medina, disse que ainda não recebeu cópia do projeto de lei. Mas já levantou a estimativa do número de mulheres que poderão ser beneficiadas pela medida – em torno de duas mil.

Foto: Germano Santos/Rádio Santa Cruz FM




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