Por questões geográficas, Pará de Minas não conseguiu entrar na lista dos municípios que serão contemplados pelo projeto Gasoduto Centro-Oeste, que vai ligar Juatuba, Itaúna e Divinópolis com gás natural.
Mas uma proposta alternativa começa a ser estudada por aqui, podendo beneficiar principalmente os motoristas profissionais. O assunto foi levantado durante uma reunião realizada na Câmara Municipal, promovida pela Associação de Motoristas de Aplicativo.
A entidade sai em defesa dos 350 associados e acredita que se o projeto Gasoduto não foi possível, o gás veicular pode ser viável em Pará de Minas. Chamado também pela sigla de GNV, o produto está sendo bem aceito no mercado devido à economia no abastecimento e por ser considerado um combustível verde, que não polui o meio ambiente.
A Associação dos Motoristas de Aplicativos está entusiasmada com a possibilidade de a categoria trabalhar com custos menores, por isso promoveu o encontro que também reuniu comerciantes e prestadores de serviços da cadeia de negócios.
O presidente da entidade, Celso Nogueira, reconhece que é um projeto audacioso, mas os benefícios são compensadores:
O palestrante do encontro foi o gerente comercial da Gasmig, Welder Souza. Durante mais de uma hora ele falou dos benefícios do gás veicular, chamando atenção para a economia e outras vantagens, entre elas, a segurança da conversão:
O secretário municipal de Esportes, Paulo Francisdale, gostou da palestra e do que as informações podem representar para a economia de Pará de Minas:
O vereador Geraldinho Cuíca, que durante muitos anos foi sócio-proprietário de uma rede de postos na cidade, também enxerga como promissora a perspectiva do negócio, mas lembra que a viabilização do serviço exige medidas em cascata:
No Brasil, já circulam pelas cidades e rodovias cerca de 2,5 milhões de veículos alimentados com o GNV. Em Minas Gerais, o número de conversões já alcançou 41 mil veículos.