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Violência contra a mulher dispara: Creas reforça canais de denúncia

02/01/2026

Nas últimas semanas, o cenário da violência contra a mulher em todo o Brasil tem sido uma pauta alarmante, mobilizado autoridades e organizações sociais na busca por respostas efetivas. Com poucos dias de diferença, diversos chocaram a opinião pública. 

Em São Paulo, uma mulher morreu após ter as pernas severamente mutiladas ao ser arrastada por cerca de um quilômetro enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. Já em outro caso, um homem atirou contra a ex-companheira dentro da pastelaria onde ela trabalhava. 

Episódios como esses se somam a outros, que não estão distantes, como o caso de um homem que dirigiu com a companheira morta no carro para forjar um acidente na MG-050, outro que esperou a ex-mulher sair de casa e a esfaqueou dezenas de vezes, em Itaúna. 

Minas Gerais registrou, em 2025, uma média de um feminicídio a cada dois dias, segundo dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Até o final de outubro, foram contabilizados 139 feminicídios e 156 tentativas. 

Já em Pará de Minas, foram registrados 378 casos de violência contra a mulher em 2025, sendo a maioria ocorrida dentro de casa.

A diferença entre o feminicídio e outros homicídios está justamente na motivação do crime. A mulher é morta por ser mulher, por romper expectativas de submissão ou por tentar encerrar uma relação. 

Embora muitos casos sejam inicialmente justificados como crimes cometidos por “ciúmes”, especialistas alertam que a violência está ligada, sobretudo, à tentativa de manter poder e controle sobre a vida, as escolhas e a liberdade das mulheres. 

A coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Pará de Minas, Mariane Melo, comentou que a violência contra a mulher tem muitas faces e, geralmente, não começa pela agressão física. 

Ela também ressaltou que fatores como dependência financeira, presença de filhos e vínculos emocionais tornam mais difícil para muitas mulheres reconhecerem a situação de violência e romperem o ciclo, o que exige uma rede de apoio estruturada e contínua.

Segundo a coordenadora, o Creas atua em casos de risco social e violação de direitos, oferecendo acompanhamento e articulando a rede de proteção, que envolve serviços de saúde, assistência social, sistema de justiça e segurança pública.

Ainda de acordo com Mariane, um primeiro passo para romper o ciclo de violência é procurar pessoas de confiança, conversar e pedir ajuda, principalmente diante do medo de formalizar uma denúncia. 

E a informação é uma das principais ferramentas para o enfrentamento da violência, conhecendo e divulgando os mecanismos da Lei Maria da Penha, como uma forma de identificar os sinais que antecedem as agressões.

Para as mulheres que vivem situações de violência, há canais de acolhimento, orientação e denúncia. Em Pará de Minas, o atendimento pode ser buscado no Creas, na Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Polícia Civil.

Outra maneira é por meio da Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, que funciona 24 horas, além dos canais das forças de segurança tradicionais, como o 190 da Polícia Militar e o 153, da Guarda Civil Municipal. 

Fotos: Ronni Anderson/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa reprodução Tumisu (pixabay.com)




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