A venda das chamadas canetas emagrecedoras continua alta em Pará de Minas, segundo pesquisa feita pelo Jornal da Manhã junto à rede de farmácias da cidade.
O estoque foi normalizado, depois de um período de difícil reposição, mesmo assim o setor está sendo forçado a recorrer frequentemente aos fornecedores para dar conta da demanda.
O consumidor que não abre mão do medicamento reclama dos preços, mas não recua na decisão de comprar. Até recentemente, o Ozempic liderava as vendas, com preço médio de R$900,00, mas agora quem reina absoluto no primeiro lugar é o Mounjaro, cujo preço varia de R$1.600,00 a R$1.900,00.
Além do custo do medicamento, o consumidor ainda precisa arcar com as despesas de uma consulta médica, devido à exigência da receita, o que encarece o tratamento.
Venda pela internet na mira da polícia
Mesmo assim, muitas pessoas estão dispostas a sacrificar outras despesas, para não abrir mão do controle do diabetes, que originou a descoberta do produto, embora a maioria faça uso dele pela questão do emagrecimento. A rede farmacêutica acredita até que se não fosse a exigência da receita médica, as vendas estariam maiores.
Situação semelhante está acontecendo em todo o Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A importação de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro somou US$ 1,6 bilhão, ou cerca de R$ 9 bilhões em 2025.
Elas aparecem, inclusive, na frente de bens de consumo tradicionais como smartphones, azeite de oliva e até pneus. A alta demanda ocorre na medida em que não há produção nacional desse tipo de produto.
Mas o entusiasmo do consumidor exige cautela na hora de comprar, segundo chama atenção a Polícia Civil de Minas Gerais, que abriu investigação sobre o bando criminoso especializado em um esquema de venda dos medicamentos pelas redes sociais, sem controle sanitário ou autorização legal.
Um homem já foi preso em flagrante em Belo Horizonte e outro, identificado. Existe ainda uma mulher sob suspeita. Segundo a polícia, as canetas emagrecedoras e outros produtos eram obtidos por meio de compras fraudulentas em drogarias, incluindo o interior de Minas.
Na sequência, o grupo revendia na internet a preços bem inferiores aos do mercado, atraindo clientes para o comércio ilegal.
Foto Ilustrativa: Policia Civil (PCMG)