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Alerta para os consumidores: canetas emagrecedoras na mira da Polícia Civil

14/01/2026

A venda das chamadas canetas emagrecedoras continua alta em Pará de Minas, segundo pesquisa feita pelo Jornal da Manhã junto à rede de farmácias da cidade.

O estoque foi normalizado, depois de um período de difícil reposição, mesmo assim o setor está sendo forçado a recorrer frequentemente aos fornecedores para dar conta da demanda.

O consumidor que não abre mão do medicamento reclama dos preços, mas não recua na decisão de comprar. Até recentemente, o Ozempic liderava as vendas, com preço médio de R$900,00, mas agora quem reina absoluto no primeiro lugar é o Mounjaro, cujo preço varia de R$1.600,00 a R$1.900,00.

Além do custo do medicamento, o consumidor ainda precisa arcar com as despesas de uma consulta médica, devido à exigência da receita, o que encarece o tratamento. 

Venda pela internet na mira da polícia

Mesmo assim, muitas pessoas estão dispostas a sacrificar outras despesas, para não abrir mão do controle do diabetes, que originou a descoberta do produto, embora a maioria faça uso dele pela questão do emagrecimento. A rede farmacêutica acredita até que se não fosse a exigência da receita médica, as vendas estariam maiores. 

Situação semelhante está acontecendo em todo o Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A importação de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro somou US$ 1,6 bilhão, ou cerca de R$ 9 bilhões em 2025. 

Elas aparecem, inclusive, na frente de bens de consumo tradicionais como smartphones, azeite de oliva e até pneus. A alta demanda ocorre na medida em que não há produção nacional desse tipo de produto. 

Mas o entusiasmo do consumidor exige cautela na hora de comprar, segundo chama atenção a Polícia Civil de Minas Gerais, que abriu investigação sobre o bando criminoso especializado em um esquema de venda dos medicamentos pelas redes sociais, sem controle sanitário ou autorização legal.

Um homem já foi preso em flagrante em Belo Horizonte e outro, identificado. Existe ainda uma mulher sob suspeita. Segundo a polícia, as canetas emagrecedoras e outros produtos eram obtidos por meio de compras fraudulentas em drogarias, incluindo o interior de Minas.

Na sequência, o grupo revendia na internet a preços bem inferiores aos do mercado, atraindo clientes para o comércio ilegal.

Foto Ilustrativa: Policia Civil (PCMG)




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