A CPI da Câmara de Pará de Minas, que investiga irregularidades no setor de transporte da Secretaria Municipal de Saúde, está na expectativa de receber hoje uma resposta da prefeitura, sobre o afastamento da responsável pelo setor.
Pesam sobre Adriana Franco várias acusações graves no exercício da função e ela está sendo responsabilizada, inclusive, por dificultar as investigações dos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito.
O pedido de afastamento da servidora foi entregue na sexta-feira. Uma cópia foi direcionada ao prefeito Inácio Franco e a outra ao secretário de Saúde, Gilberto Denoziro.
O vereador Leo Xavier, que foi quem propôs a criação da CPI, acredita que a prefeitura vai acatar a solicitação, até mesmo porque o próprio secretário Denoziro declarou recentemente que não perdoaria irregularidades em sua gestão:
Já o presidente da CPI, vereador Cristiano Fernandes, deu a entender que não vai aceitar a omissão da prefeitura nesse caso. A comissão não aceita outra atitude neste momento que não seja o afastamento dela:
O prefeito Inácio Franco ainda não se manifestou, mas o secretário de Saúde, Gilberto Denoziro, divulgou nota afirmando que “está analisando com cautela a fundamentação da solicitação de afastamento da servidora responsável pelo transporte de pacientes, por meio do ofício e da documentação encaminhados pela CPI da Câmara Municipal”.
Denoziro informou também que aguarda resposta dos vereadores que compõem a CPI sobre a proposta de uma reunião ainda hoje, em que a questão será tratada. Após o encontro, o secretário deverá anunciar a decisão sobre o caso.
A servidora envolvida foi procurada pela reportagem mas não quis se pronunciar. Pesam sobre ela várias acusações como, por exemplo, uso particular de veículos públicos, favorecimento no agendamento de viagens e suspensão injustificada do serviço para pacientes que têm o direito assegurado por lei.
Também chegaram informações sobre o transporte inadequado de pessoas com doenças transmissíveis, sem a adoção dos protocolos necessários, assim como os casos em que o atendimento só teria ocorrido após manifestações nas redes sociais.
Fotos: Ronni Anderson e Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM e Ilustrativa Prefeitura Municipal de Pará de Minas