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Excesso de atestados médicos apresentados na Prefeitura de Pará de Minas acompanha cenário nacional

03/02/2026

A Prefeitura de Pará de Minas está avaliando a situação laboral do funcionalismo público, em todas as áreas. O levantamento foi iniciado a partir da confirmação da Junta Médica de que no ano passado foram recebidos 8.287 atestados médicos.

O maior número veio da área da educação, num total de 4.712 afastamentos, envolvendo cerca de 2.397 profissionais. O impacto desses afastamentos é de quase 35 mil dias de trabalho perdidos, o que dá quase 10 anos de serviço.

O número, considerado muito elevado, foi determinante para o estudo. Segundo informações da Secretaria de Gestão Pública, neste levantamento estão sendo avaliadas as incidências dos motivos de afastamento, conforme a informação da Classificação Internacional de Doenças (CID) e os locais de trabalho que tiveram a maior incidência de atestados. 

As primeiras informações confirmam que parte dos atestados médicos apresentados em 2025 diz respeito a questões específicas de saúde pública, como a Doença Diarreica Aguda, e transtornos relacionados à saúde mental, que se arrastam desde a pandemia da Covid-19.

Já se sabe também que a maior parte dos atestados vem da área educacional. A prefeitura também estuda a adoção de propostas já apresentadas em outras gestões, como o bônus por produtividade, mas que foram rejeitadas pela Câmara Municipal.

Além de mapear a origem dos atestados, o município implantou o Serviço de Medicina e Segurança no Trabalho, que vai trabalhar as questões de trabalho no serviço público e no bem-estar dos servidores durante a Semana do Trabalhador, que deve acontecer no mês de maio.

Disparada também em Minas Gerais

O excesso de atestados médicos também chama atenção em Minas Gerais. Segundo registros do governo estadual, mais de 560 mil trabalhadores precisaram se afastar temporariamente das funções no ano passado.

Esse número é 15% maios que os registros de 2024 e segue tendência nacional que vem crescendo muito desde 2021. No Brasil, o total de profissionais que interromperam as atividades por mais de 15 dias ultrapassou a marca d 4 milhões.

Em Minas, a dorsalgia, ou seja, dor nas costas, continua sendo a principal ‘vilã’, levando mais de 34 mil pessoas a buscar auxílio no INSS. Mas as chamadas ‘doenças invisíveis’, como transtornos mentais e condições crônicas de dor tem transformado o perfil dos afastamentos.

Os diagnósticos de ansiedade em Minas Gerais saltaram de 19 mil para 23 mil em apenas um ano, alta superior a 20%.

Foto: Ilustrativa reprodução pixabay.com



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