A reportagem divulgada pelo Jornal da Manhã nesta quarta-feira (4), sobre a grande conquista do estudante baiano Wesley de Jesus Batista, que frequentou escola pública a vida toda e passou em primeiro lugar no vestibular da Universidade de São Paulo (USP), no curso de medicina, repercutiu muito em Pará de Minas.
Filho de uma empregada doméstica e um pedreiro, ele não tinha computador em casa. Utilizava só o da escola, por isso permanecia mais tempo no estabelecimento de ensino. Wesley se dedicava aos estudos das cinco da manhã às onze da noite.
E não é que Pará de Minas tem um caso semelhante para servir de inspiração? Logo depois da matéria, recebemos a mensagem de uma moradora do bairro Esplanada. Era dona Edite Fernandes, orgulhosa da família. Ela contou que a filha mais velha, de nome Jéssica, também viveu uma infância parecida com a do baiano. Dona Edite é empregada doméstica, mãe solo e criou sozinha os dois filhos.
Jéssica sempre mostrou vocação pela medicina, desde criança, e não se intimidou com os desafios. Muito estudiosa e esforçada, faturou o vestibular de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e já está fazendo residência.
Ela estudou na Escola Professor Wilson Guimarães, até ganhar uma bolsa de estudos no Colégio São Francisco. Já se passaram alguns anos, desde o vestibular que deixou a família muito feliz, mas a história é sempre atual e inspiradora.
Na entrevista ao JM, dona Edite se lembrou dos primeiros movimentos da filha em torno da medicina:
Dona Edite também foi firme ao dizer que a espiritualidade da família ajudou demais na caminhada:
Dona Edite também se mostra orgulhosa do filho Wesley, personal trainer de grande respeito no mercado. E para as novas gerações, a mensagem dela é a seguinte: “Vão em frente, porque a vida ajuda quem se dedica”.