Mais de trinta alunos da Escola de Educação Especial Doutor Lage, que funciona nas dependências da Apae de Pará de Minas, estão sem aula. Estudantes de quatro turmas não iniciaram o amo letivo devido à falta de professores.
O impasse afeta diretamente estudantes do sexto, sétimo e oitavo ano do Ensino Fundamental, e ganhou repercussão na cidade através da vereadora Camila Gonçalves, a Camila Mão Amiga.
A estrutura da Apae é dividida entre projetos e a escola regular, sendo que o município recebe recursos e pode ceder 20 professores efetivos para a instituição. Acontece que, para este ano letivo, apenas 13 se dispuseram a assumir as aulas e o déficit de sete profissionais tem causado problemas.
Camila demonstrou indignação com a situação enfrentada pelas famílias e questionou a organização do quadro de servidores para o atendimento especializado:
A versão da Secretaria de Educação é outra. O titular da pasta, Marcos Aurélio dos Santos informa que a legislação municipal exige que apenas servidores efetivos ocupem essas vagas, limitando a margem de manobra do poder público para contratações temporárias imediatas sem ferir a norma vigente.
Marcos Aurélio garante que a prefeitura não irá contrariar a legislação, mas a secretaria busca soluções em conjunto com a rede para preencher as lacunas sem comprometer a segurança jurídica.
A Escola Doutor Lage é referência no atendimento educacional especializado, e abrange desde a Educação Infantil até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além da Apae, outras cinco instituições recebem servidores cedidos pela secretaria de Educação: o Instituto Padre Libério, a Casa da Esperança, o Projeto Bola de Gude, o Patronato e a ABEV.