O emaranhado de cabos nos postes deixou de ser apenas uma poluição visual para se tornar um risco real e constante à integridade física da população.
O problema dos fios soltos é visível em diversos bairros, resultando em graves acidentes que acendem o alerta sobre a segurança urbana.
Embora Pará de Minas tenha lei que proíbe os fios soltos e atribui responsabilidade direta às empresas de telecomunicações e energia, a fiscalização e o cumprimento das normas só existem no papel.
Quem convive diariamente com esse perigo relata a sensação de insegurança e a demora nas soluções. Uma dessas pessoas é Vicente Alves Teixeira, morador do bairro Jardim das Piteiras, que vivencia de perto o descaso na esquina das alamedas das Aroeiras e Seringueiras, onde a fiação baixa exige atenção redobrada de quem passa.
Já Vinicius Alves Santos, projetista da BR Super, informou que embora existam padrões de altura, o impacto provocado pelos caminhões de grande porte acaba sendo inevitável em certos pontos da cidade, gerando um ciclo constante de reparos.
Reforçando a necessidade de manutenção, o técnico Alisson Morais Silva, destaca que a fragilidade do sistema muitas vezes se dá pelo abandono de cabos antigos pelas operadoras, facilitando que qualquer interferência externa derrube toda a rede.
Diante desse cenário, a orientação técnica é de cautela máxima. É comum que moradores, na tentativa de ajudar, tentem puxar ou remover cabos baixos para desobstruir a via, mas essa atitude não é recomendada.
O risco do fio estar energizado por contato direto com a rede elétrica é alto e pode causar descargas fatais. O conselho fundamental é: não puxe nem toque nos fios. Ao identificar o problema, ligue para a operadora ou para as autoridades competentes para evitar novos acidentes.
Fotos: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM