A Polícia Civil de Minas Gerais complementou informações sobre o crime que tirou a vida de Vanessa Lara de Oliveira, na última segunda-feira (9). A jovem morava em Pará de Minas e foi assassinada em Juatuba, onde trabalhava.
Em coletiva de imprensa o delegado André Ribeiro, que está à frente da investigação, confirmou que Ítalo Jeferson da Silva, na tentativa de se defender, tem afirmado que a vítima fez uso de drogas com ele, antes do assassinato.
A polícia não acredita nesta versão, muito menos na alegação de que ele agrediu a jovem até a morte diante de sua reação “enlouquecida”. Jeferson assumiu o homicídio, mas negou o estupro. Ouça um dos trechos da coletiva:
Essa estratégia de Ítalo revoltou ainda mais os familiares e amigos da vítima, assim como a sociedade em geral. O perfil traçado por ele não condiz com o estilo de vida da vítima.
Vanessa era uma pessoa estudiosa, cursava o 7º período da Psicologia, e muito trabalhadora, mal tinha tempo para descansar. Não tinha um único vício, segundo a família, além de ser uma pessoa amorosa, educada e gentil.
O crime que chocou a comunidade
Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, foi encontrada morta em um matagal às margens da BR-262, em Juatuba, no início da tarde de terça-feira (10). De acordo com a polícia, ela sofreu violência sexual antes de ser assassinada.
O réu confesso, Ítalo Jefersson da Silva, foi detido em Carmo do Cajuru, três dias depois do crime. Ele se escondia entre vagões de um trem e tentou fugir, mas foi capturado próximo à linha férrea.
Fotos: Polícia Civil de Minas Gerais