A Defesa Civil de Pará de Minas confirmou monitoramento ininterrupto das condições climáticas no município, destacando o aumento do risco geológico. Em coletiva de imprensa o coordenador do órgão, Capitão Edson Cecílio da Silva, admitiu que a situação é preocupante.
O excesso de chuvas em janeiro e fevereiro deixou o solo muito encharcado e essa situação agrava o cenário. Outros fenômenos presentes na temporada também contribuem para o aumento dos riscos, conforme o Capitão Edson explicou:
O Capitão Edson também explicou o motivo das previsões falharem às vezes, em determinados dias. Não se trata de má interpretação das condições climáticas e sim dos fenômenos que provocam mudanças extremas:
A Defesa Civil também orienta a população sobre os riscos geológicos elevados, reforçando o alerta para que a população fique bem atenta a eles:
E na Zona da Mata mineira, onde os temporais desta semana deixaram 31 mortos e mais de 40 desaparecidos, além de causar grandes estragos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais está mantendo o alerta hidrológico.
O cenário de chuva intensa já vinha sendo monitorado há dias. De acordo com o órgão, a combinação de uma massa de ar muito úmida com a passagem de uma frente fria agravou o quadro.
A temperatura do mar acima do normal é outro fator determinante, pois aumenta a disponibilidade de umidade e deixa a atmosfera mais instável. Esse conjunto cria condições para temporais fortes a qualquer momento.
O órgão alerta ainda que o risco não termina com o fim da chuva, pois com o solo já saturado após semanas de muita água, a possibilidade de deslizamentos e outros problemas geológicos aumenta.
Fotos: Prefeitura Municipal e Pará de Minas e Ilustrativa reprodução pixabay.com