O aumento no preço de um dos alimentos da cesta básica passou a pesar mais no bolso do consumidor: o feijão. As pesquisas que apontam o produto como vilão do carrinho mostram altas superiores a 30% nos últimos meses.
De acordo com o levantamento o preço do feijão disparou, especialmente o tipo carioca, que registrou aumento de até 31,63%. A média do grão tipo carioca já está mais de 20% superior ao mês de janeiro, com regiões registrando avanço acima de 30%.
No noroeste de Minas Gerais, o indicador chegou a R$ 315,45 para a saca de 60 quilos, representando aumento de 16,5% desde o início do mês.
Além do valor elevado, outro fator que chama a atenção é a variação entre estabelecimentos: o mesmo produto está apresentando diferença superior a 150%, dependendo do supermercado escolhido.
Diante desse cenário, a saída para os consumidores é apostar na pesquisa e nas promoções. Muitos relataram ao Jornal da Manhã que já perceberam a diferença no custo das compras e têm optado por avaliar melhor os preços antes de fechar o carrinho:
E a tendência é de alta. Enquanto janeiro foi marcado pela recuperação dos preços do feijão-preto, fevereiro tem sido o mês de valorização do feijão carioca, cuja alta está diretamente ligada à diminuição da oferta no mercado.
A safra atual, iniciada em outubro do ano passado e prevista para se estender até setembro, sofreu atraso na primeira etapa em Minas Gerais devido às chuvas. Caso haja novo atraso na segunda fase do plantio, a tendência é de que os preços continuem pressionados.
E o consumidor precisa se preparar: além do grão, outros itens também vêm aumentando de preço, como ovos, sabonete e produtos de limpeza, enquanto apenas o arroz apresentou leve queda nas últimas pesquisas.
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