Os inúmeros casos de feminicídio registrados em janeiro e fevereiro no estado de Minas Gerais, inclusive em nossa região, reforçaram o alerta sobre a violência de gênero no estado, em um cenário crítico.
Embora os números oficiais deste ano ainda não tenham sido consolidados, episódios recentes, como o de Vanessa Lara, revoltaram ainda mais a sociedade. Nas ruas e na internet, o sentimento é de medo, indignação e cobrança por justiça.
Em diferentes municípios, mulheres foram às ruas pedindo o fim do feminicídio, denunciando a impunidade e cobrando mais segurança. E no dia a dia a sensação é de tristeza e insegurança, diante da sequência de crimes brutais.
O Jornal da Manhã foi às ruas, ouvindo diversas mulheres que afirmam estar sentindo medo até de sair de casa. Elas também se mostram preocupadas com filhas e familiares, reforçando a sensação de vulnerabilidade que atinge não apenas as vítimas diretas, mas a sociedade em geral.
Os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública mostram que Minas Gerais foi o segundo estado que mais registrou feminicídios em 2025. Ao todo, 139 mulheres foram mortas por agressores, uma média de quase três casos por semana.
O estado ficou atrás apenas de São Paulo, que notificou 233 ocorrências, e à frente do Rio de Janeiro, com 104 registros. Em todo o país, foram contabilizados 1.470 casos no ano, o maior número da última década.
Especialistas apontam que, além da punição aos agressores, é fundamental fortalecer políticas públicas de prevenção, ampliar o acesso a canais de denúncia e garantir suporte efetivo às vítimas de violência doméstica.
A mobilização social, segundo eles, é importante para manter o tema em evidência e pressionar por mudanças estruturais.
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