Donos de postos e motoristas em geral estão preocupados com os efeitos da crise no Oriente Médio, que estão prestes a chegar ao bolso dos trabalhadores.
Mesmo a mais de um oceano de distância do Brasil, o atual conflito deve trazer implicações, com aumento de custos logísticos e pressão no fornecimento de energia para a indústria.
A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), inclusive, já se manifestou a respeito, expressando preocupação sobre os rumos e as consequências do embate entre os Estados Unidos e o Irã.
A maior preocupação da Fiemg é com a tensão no estreito de Ormuz, na faixa controlada pelo Irã, pode onde passam entre 20% e 30% de todo o petróleo comercializado no mundo. Embora não tenha sido fechado oficialmente, o fluxo de embarcações na região diminuiu, devido ao risco.
E os reflexos já começam a ser percebidos. A Ipiranga, por exemplo, divulgou comunicado interno afirmando que devido à escalada dos eventos internacionais, que acarretaram em alta nos preços do petróleo e derivados, haverá reajuste dos valores do diesel e da gasolina.
A distribuidora ressaltou que o preço final pago pelos motoristas é definido pelos postos. Diante desse contexto, a empresa acompanha continuamente as condições de mercado e pode realizar ajustes comerciais, sempre em conformidade com a legislação vigente e alinhada às práticas do setor.
Já a Petrobras não admite aumentos por agora. Em nota, ela enfatizou sua política de não repassar a volatilidade do mercado externo ao consumidor. O Jornal da Manhã conversou com donos de postos em Pará de Minas e independente da bandeira com que trabalham, todos afirmaram que o cenário é de incertezas e desinformação.
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