Em meio às cobranças relacionadas à saúde pública de Pará de Minas e ainda à frente da Secretaria de Saúde, enquanto aguarda a nomeação do sucessor, o médico Gilberto Denoziro atualizou a situação do sistema e detalhou os principais desafios enfrentados pela pasta.
As críticas relacionadas ao atendimento em todos os órgãos continuam, principalmente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Senador Valadares, e nas consultas especializadas.
Denoziro afirma que o número de médicos na UPA atende a demanda, no entanto, admite dificuldades na contratação de profissionais substitutos, especialmente para cobrir afastamentos e férias.
O secretário informou também que houve avanço no tempo de realização de exames, principalmente aqueles de maior custo, que historicamente apresentavam filas mais extensas.
Mas apesar da melhoria nesse setor, o principal gargalo está nas consultas com especialistas. É que algumas áreas têm número reduzido de profissionais, o que dificulta a ampliação da oferta e contribui para manter a demanda reprimida.
Como alternativa para minimizar parte dessas dificuldades, a secretaria está em fase final de negociação para implantação da telemedicina.
O serviço deve começar a funcionar na UPA, no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e também em duas UBSs, ainda não definidas. A expansão do serviço se dará conforme a aceitação da população e o aumento da demanda.
No campo financeiro, a pasta também enfrenta desafios, devido ao endividamento do município. Segundo Denoziro, o equilíbrio das contas depende diretamente da arrecadação municipal e da manutenção dos repasses.
Nesse contexto, a gestão acompanha com cautela as mudanças previstas no sistema de arrecadação do país, especialmente diante da reforma tributária. Com 2026 sendo apontado um ano de transição e expectativas, há receio de queda na receita e impactos nos repasses destinados à saúde.
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