Deveria ser uma data só de comemorações... pelas conquistas no mercado de trabalho, embora ainda haja muita injustiça, pelo respeito que elas merecem, e também pelas características tão humanas.
Mas, lamentavelmente, neste 8 de março o Dia Internacional da Mulher no Brasil será marcado por várias manifestações de protesto ao crescimento da violência. O país nunca viu tanto massacre como agora.
Daí o motivo para as mobilizações focarem tanto a defesa da mulher, no combate ao feminicídio, igualdade de gênero e direitos sociais, com destaque para as ações do "Março Mulher" e operações policiais contra a violência.
Movimentos populares e feministas têm pressionado os poderes públicos por maior proteção, segurança e dignidade, sob o lema "Nenhuma mulher a menos".
Não passa um dia sequer sem a imprensa noticiar crimes horríveis contra as mulheres, muitos deles cometidos por motivos banais. A sociedade tem cobrado punição mais severa e questiona sem parar: Até quando?
A resposta, infelizmente, não sabemos, mas a torcida é forte para o Brasil encontrar uma solução. A sociedade aponta medidas mais duras, a exemplo do que aconteceu agora na Itália, onde o Parlamento aprovou a prisão perpétua para casos de feminicídio.
Naquele país, o feminicídio passa a ser reconhecido como crime específico, definido como ato de ódio, dominação, discriminação ou controle contra a mulher por ela ser mulher, inclusive após o término de relacionamento ou quando há tentativa de restringir sua liberdade.
Quando o Estado nomeia corretamente a violência, ele deixa claro que não se trata de crime passional, nem de ciúme ou perda de controle. É crime mesmo, é ódio, é feminicídio.
Leis mais duras não devolvem vidas, mas enviam uma mensagem inequívoca: a vida da mulher tem valor. Tomara que o Brasil reforce a legislação e caminhe nesta direção.
Fonte imagem Capa: Gerada pelo autor com o modelo de IA ChatGPT (2026)