Defensores da causa animal cumpriram o prometido e realizaram um protesto ontem à noite em Pará de Minas. Foi uma mobilização pacífica, mas carregada de indignação pela morte de um cachorro, no último sábado, que levou onze tiros do proprietário.
O encontro dos participantes se deu no estacionamento da Escola Fernando Otávio, onde eles produziram cartazes, encheram balões pretos e de lá seguiram em carreata silenciosa pelo centro da cidade e depois em direção ao Cristo Redentor, onde houve uma roda de conversa e de orações.
Os participantes deixaram uma mensagem clara, a de que a mobilização está cobrando atitudes de respeito da sociedade e mais divulgação dos casos de maus tratos, que têm crescido na cidade.
Entre os protetores presentes estava Raizza Santos, para quem o crime praticado no fim de semana não pode ser considerado um caso isolado e muito menos perdoado:
Já a veterinária Yara Lacerda, fundadora da ONG Sos Bichinho, e o marido dela, Idael Santa Rosa, coordenador do Centro de Controle de Zoonoses da cidade (CCP), reforçaram o coro de que o mundo animal merece e precisa de respeito:
Por sua vez, a ativista Ana Luiza Nogueira cobrou respeito e atenção da comunidade em relação aos agressores de animais, afirmando se tratar de um perfil perigoso para a sociedade:
Pará de Minas tem hoje cerca de 40 mil animais, entre os domesticados e os que vivem nas ruas. Os ativistas da causa têm cobrado com insistência ações do poder público, mas elas não têm chegado.
Durante a mobilização de ontem à noite, os manifestantes também deixaram claro a indignação diante dos casos de feminicídio que têm tirado a vida de tantas mulheres no Brasil. Duas delas, inclusive, foram vítimas de tragédias recentes, caso de Vanessa Lara e Raiane Silva.
Fotos: Roni Anderson (arquivos rádio santa cruz).