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Secretaria de Educação admite que exclusão de cadeirante em aula de música foi uma “falha imperdoável e cruel”

30/03/2026

Um vídeo exibido na Câmara Municipal gerou revolta na população de Pará de Minas ao mostrar um aluno cadeirante sendo excluído da aula de música em uma creche do município. 

As imagens, que rapidamente repercutiram, levantaram questionamentos sobre a efetividade das políticas de inclusão na rede municipal de ensino. O assunto originou mais um embate entre a vereadora Camila Gonçalves, a Camila Mão Amiga, e a Secretaria Municipal de Educação. 

Segundo ela, a falta desse profissional impediu a participação da criança, evidenciando uma falha no atendimento a alunos com deficiência.

De acordo com a parlamentar, esse não seria um caso isolado, por isso ela cobrou providências imediatas do poder público, especialmente a contratação de mais profissionais para atender estudantes que demandam acompanhamento contínuo, sobretudo em turmas de tempo integral.

Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação repudiou o ocorrido, classificando a situação como grave e inaceitável, mas contestou a versão de que o problema tenha sido causado pela falta de professor de apoio.

De acordo com o titular da pasta, Marcos Aurélio dos Santos, no momento da ocorrência havia quatro profissionais em sala, sendo três educadoras e o professor de música. 

Todos os envolvidos foram advertidos administrativamente. O secretário classificou o caso como uma “falha imperdoável” e um momento “cruel”, ressaltando que não há justificativa aceitável para a exclusão de um aluno.

Ainda segundo Marcos Aurélio, a presença de quatro profissionais em sala de aula  descaracteriza a ausência de suporte por falta de professor apoio. 

Em relação ao acompanhamento por professor apoio apenas durante meio período para alunos que estudam em período integral, Marcos Aurélio garantiu que a medida é tomada pela carga horária dos profissionais da educação e segue a legislação federal sobre o assunto. 

A rede municipal conta com 34 escolas, cerca de 1.500 profissionais da educação e aproximadamente 190 professores de apoio. Nas creches, o modelo prevê até seis profissionais com formação superior por turma de 20 crianças, distribuídos entre os turnos da manhã e da tarde, além de professor eventual e apoio pedagógico, totalizando estrutura considerada suficiente para garantir o atendimento.

A Secretaria reforça que todos os profissionais são orientados continuamente pela gerência de inclusão, com apoio de equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, assistentes sociais, fonoaudiólogos e pedagogos. Reuniões periódicas são realizadas para avaliar métodos, critérios e planejamentos pedagógicos, e a discriminação é tratada como inaceitável dentro da rede.

Por fim, o órgão explica que a cessão de professores de apoio segue critérios técnicos rigorosos. O processo começa com a solicitação feita pelos pais junto à direção da escola, que aciona a gerência de inclusão. 

A partir daí, uma equipe especializada avalia o perfil do aluno, o nível de comprometimento, a realidade da turma e a quantidade de estudantes atendidos, definindo a necessidade e a forma de acompanhamento. 

Enquanto o professor de apoio não é designado, o professor regente permanece responsável por todos os alunos da sala, incluindo aqueles com deficiência, garantindo que nenhum estudante fique desassistido.

Fonte imagem Capa:  Gerada pelo autor com o modelo de IA ChatGPT (2026)



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