O mau cheiro do Córrego Água Limpa, em Pará de Minas, continua sendo questionado pela comunidade. O problema piora nos períodos de estiagem, gerando desconforto e preocupação em relação à qualidade ambiental da região.
A reclamação chegou oficialmente à Secretaria Municipal de Meio Ambiente por meio de uma solicitação registrada pelo vereador Léo do Depósito. Em resposta, a pasta informou que realizaria fiscalização no local para apurar possível descarte irregular de esgoto.
A secretaria também informou que uma indústria de abate de aves realizava o despejo de efluente industrial tratado no córrego, prática permitida pela legislação ambiental vigente, embora possa provocar odores desagradáveis, especialmente em períodos de seca. Nesse caso, a responsabilidade sobre o licenciamento da empresa seria do Governo de Minas.
Com base nessas informações, o vereador solicitou à Polícia Ambiental que averiguasse o local. E mesmo tendo conhecimento dos laudos que atestam a legalidade das operações, ele tem questionado a efetividade desse processo diante da persistência do mau cheiro.
O vereador afirma que a situação exige fiscalização mais rigorosa, já que existem tecnologias adequadas para o tratamento de efluentes.
Outro ponto levantado por Léo do Depósito é que o contrato com o laboratório responsável pelo monitoramento da qualidade da água foi encerrado em 2024, o que significa que não há dados recentes sobre as condições do córrego.
Foto: Arquivos rádio santa cruz.