O projeto enviado pela Prefeitura de Pará de Minas à Câmara Municipal para venda do Clube Arppa, no bairro Recanto da Lagoa, não entrou em votação na casa devido a um pedido de vista do vereador Toninho Gladstone.
Ele tomou a decisão diante dos questionamentos levantados por parlamentares e a população. A prefeitura quer se desfazer do imóvel pelo valor de R$3,8 milhões, conforme avaliação de sua comissão técnica.
Entre as justificativas apresentadas pela prefeitura estão a ausência de viabilidade financeira e administrativa para manutenção do espaço, dificuldades ambientais e custos elevados com reformas, estimados em aproximadamente R$ 6 milhões.
A prefeitura alega que para o clube se tornar sustentável, seriam necessários de 1.500 e 2.000 sócios ativos, cenário considerado inviável nas condições atuais.
Outro ponto destacado no projeto é o estado de deterioração do imóvel, o que pode até contribuir para a proliferação de doenças, como arboviroses e enfermidades transmitidas por carrapatos e outros vetores.
Mesmo com esses argumentos, a venda do clube divide opiniões principalmente em relação ao valor de avaliação e à destinação da área, que inclui espaços verdes considerados importantes pela comunidade.
Durante as discussões em plenário, o vereador Marcílio Souza questionou se a avaliação apresentada corresponde, de fato, ao valor de mercado. Ele defende uma análise mais criteriosa sobre o futuro da área e o possível aproveitamento do espaço em benefício da população.
Já a vereadora Márcia Marzagão ressaltou a necessidade de responsabilidade financeira por parte do município. Ela pontuou que a manutenção de estruturas deficitárias pode comprometer os cofres públicos.
Diante das dúvidas levantadas o presidente da Câmara, Geraldinho Cuíca, informou que a Comissão de Legislação e Justiça deve realizar uma diligência para obter mais esclarecimentos sobre o projeto, principalmente em relação ao destino do recurso dessa venda.
O projeto segue em análise e deve passar por novas discussões antes de retornar ao plenário. O texto só deve voltar à pauta na reunião do dia 28 de abril.