O gás de cozinha vai pesar mais no bolso do consumidor a partir de agora, com o novo reajuste anunciado pela Petrobras, que já começou a ser repassado ao longo da cadeia até chegar ao consumidor final.
Aliado a fatores externos, como a valorização do petróleo no mercado internacional, o aumento já está preocupando famílias e comerciantes, especialmente por se tratar de um item essencial no dia a dia.
O botijão de 13 quilos teve acréscimo de R$ 3,10 para as distribuidoras, representando uma alta de cerca de 9,6%. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, tem impactado diretamente os valores praticados no Brasil.
O Jornal da Manhã conversou com a sócia-proprietária da Márcia Gás, Sandra Araújo, que destacou os impactos imediatos do reajuste e a necessidade de repasse ao consumidor.
Segundo ela, apesar do aumento ser significativo, não há margem de absorção dos custos sem reajuste do preço final.
Ainda de acordo com a empresária, não foram identificados abusos por parte dos revendedores locais. E o comportamento do consumidor tem sido de compreensão diante do contexto internacional complexo.
Apesar das medidas anunciadas pelo governo, como a possibilidade de subvenção ao GLP importado para reduzir os impactos no curto prazo, o mercado segue instável.
Um dos principais pontos de atenção está no leilão recente realizado pela Petrobras, que acabou pressionando os preços, tornando-se um dos fatores centrais para o aumento registrado e para a atual discussão sobre os rumos do setor.
Em meio às críticas, a Petrobras informou que vai neutralizar os efeitos do leilão recente de GLP, devolvendo a diferença entre os valores praticados e o preço de referência. A medida busca reduzir distorções provocadas pelos lances elevados registrados no certame e amenizar os impactos no mercado.
Foto: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM