Uma ação de conscientização sobre a doença de Chagas movimentou a Praça Torquato de Almeida, no centro de Pará de Minas, chamando a atenção da população para os riscos da doença e a importância da prevenção.
A mobilização marcou o Dia Mundial da Doença de Chagas, lembrado em 14 de abril, reunindo profissionais da Secretaria Municipal de Saúde para orientar a comunidade sobre formas de contágio, sintomas e cuidados necessários.
Recentemente um barbeiro, que é o inseto transmissor, foi identificado no bairro Eldorado e também na comunidade de Palmital, o que reforça o alerta.
A doença de Chagas é causada por um parasita presente nas fezes do barbeiro. Ao picar a vítima, ele libera uma substância anestésica, fazendo com que a pessoa não perceba a picada imediatamente. Após algum tempo, ao coçar o local, o parasita pode entrar na corrente sanguínea.
Além da transmissão pela picada, também existe o risco de transmissão da gestante para o bebê. A enfermeira da Vigilância Epidemiológica, Karina Merlin, alerta a população para o perigo e lamenta o fato da doença estar sendo negligenciada, o que dificulta diagnósticos precoces.
Karina também lembra à população que a enfermidade é silenciosa, podendo causar complicações graves.
Os sintomas iniciais e a importância de se observar sinais que, muitas vezes, passam despercebidos no dia a dia é outro dificultador da identificação da doença. Entre eles estão a febre, mal-estar e, em alguns casos, inchaço na região dos olhos.
Mas a doença pode evoluir de forma silenciosa, sendo identificada apenas em estágios mais avançados, quando já há comprometimento mais sério da saúde. Apesar disso, quando diagnosticada precocemente, a doença tem tratamento gratuito pelo SUS e pode ter cura, evitando complicações futuras.
Já o agente de endemias Antônio Francisco destacou o trabalho de campo realizado pelas equipes de saúde e orientou a população sobre como agir ao encontrar o inseto.
A prevenção passa, principalmente, por cuidados com o ambiente, como a limpeza de quintais, evitando acúmulo de madeira, telhas e materiais onde o barbeiro possa se esconder, além de atenção redobrada em áreas rurais e locais com criação de animais, como galinheiros.