A falta de troco se tornou um dos maiores problemas do comércio varejista de Pará de Minas, prejudicando empresários dos mais variados setores, além de causar transtornos para consumidores.
Mesmo com o avanço dos meios digitais de pagamento, o dinheiro em espécie continua sendo amplamente utilizado no Brasil, mantendo a dependência de moedas e cédulas no dia a dia dos negócios.
Uma pesquisa recente mostra que 50% dos brasileiros acreditam no fim do dinheiro em papel até 2034, mas até lá muitas empresas terão que se virar para dar o troco solicitado pelos clientes.
Aqui está um exemplo em Pará de Minas. Na Padaria Café com Leite, a sócia Kellen Cristina Lopes relatou ao Jornal da Manhã que a maioria dos clientes já utiliza meios digitais, como o Pix, mas ainda há uma demanda considerável pelos pagamentos em dinheiro, o que exige organização constante do caixa.
E ela confirma que, muitas vezes, precisa improvisar soluções, já que nem sempre tem moedas disponíveis e a prática de oferecer balas ou chicletes como troco não é mais bem aceita pelos clientes.
Diante desse cenário, especialistas apontam algumas alternativas para minimizar o problema. Entre elas estão a adoção mais ampla de pagamentos digitais, a organização prévia de troco pelos comerciantes e, quando possível, a adaptação de preços para facilitar as transações.
No entanto, a solução definitiva ainda depende dos avanços na inclusão financeira e no acesso à tecnologia, para que todos possam acompanhar essa transformação nos meios de pagamento.
Fotos: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM