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Dia do Trabalhador: data esquenta as discussões sobre o fim da escala 6 x 1

30/04/2026

Nem a defasagem salarial, nem a ausência de mais benefícios. O trabalhador está trocando as reclamações do dia a dia, e que são ouvidas principalmente no feriado de 1º de maio, que será celebrado nesta sexta-feira, pela expectativa da aprovação da lei que pode reduzir a jornada semanal para cinco dias, com dois de folga consecutivos, sem redução salarial.

Nunca se viu tanto entusiasmo por parte daqueles que tem apenas uma folga semanal. Este é o assunto predominante nas conversações sobre as conquistas da massa trabalhadora.

Nas ruas e nas próprias empresas, só se fala nisso. E a justificativa para tanto entusiasmo tem sido, principalmente, o lazer familiar. Os depoimentos que vem a seguir ilustram bem a linha de pensamentos entusiasmada com a redução da jornada:

Mas se de um lado o entusiasmo do trabalhador é grande, o mesmo se pode dizer da mobilização contrária das entidades que atuam em defesa das empresas. A previsão delas é pessimista, com perspectiva de demissões e aumento de custos operacionais.

Setores de serviços, comércio e hotelaria têm enviado ofícios a deputados federais expressando preocupação. A alegação deles é que a escala 6x1 deve ser mantida por ser essencial na operação contínua de negócios, embora reconheçam a necessidade de discutir o equilíbrio vida-trabalho.

O empresariado também alega que a imposição da jornada 5x2 reduz a flexibilidade nas negociações coletivas, tornando o custo da mão de obra insustentável para micro e pequenas empresas.

Economistas como a conhecida Rita Mundim concordam com isso, afirmando que o Brasil não está preparado para uma mudança desse porte:

Empresários de Pará de Minas também vem se manifestando sobre o assunto. Muitos deles, inclusive, considerando o momento inapropriado. Um deles é o comerciante Evander Costa, da Paratex, que falou ao JM sobre o assunto.

Ele deixou claro que não é contrário ao trabalhador, mas acredita que uma proposta tão complexa como esta precisa de discussões mais amplas:

Segundo Evander, o foco deste momento deveria ser outro:

Já os sindicatos de classe defendem a jornada 5x2, com 40 horas semanais, o quanto antes. Na opinião deles esse é um passo necessário para a produtividade. E em meio às discussões, algumas empresas já se antecipam na adoção da jornada 5x2, principalmente redes de farmácias e supermercados. O projeto tramita no congresso nacional e deve ser votado nas próximas semanas.

Fotos: Ronni Anderson e Eduardo Franco/Rádio Santa Cruz FM




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