Voltada para a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com hipersensibilidade sensorial, a substituição das sirenes por música nas escolas é uma medida que vem crescendo no Brasil.
O objetivo é de reduzir gatilhos de ansiedade, estresse e até crises sensoriais no ambiente escolar, já que a sirene tradicional, muito parecida com aquelas utilizada em indústrias, é considerada agressiva para os ouvidos mais sensíveis.
Em Minas Gerais já existe, inclusive, uma lei que prevê a substituição gradual dos alarmes e sirenes por músicas, a fim de acolher alunos com hipersensibilidade, que inclusive já resultou na mudança em várias escolas estaduais.
Algumas cidades como Itabira e Divinópolis, por exemplo, também aprovaram recentemente legislações municipais desta natureza. E o mesmo vem acontecendo nas escolas particulares.
A novidade no caso é a rede municipal de Pará de Minas, onde a mudança foi radical. Por aqui não houve substituição, já que o sinal sonoro foi abolido.
O secretário de Educação, Marcos Aurélio dos Santos, informou que dos 34 estabelecimentos que compõem a rede municipal, 22 que são dedicados à educação infantil, para crianças de 0 a 5 anos, que já não usavam o sinal tradicional.
E a partir de agora o relógio acertado, a disciplina e os bons hábitos, vão tomar o lugar da velha sirene em todas as unidades.
Com a medida Marcos Aurélio acredita que não só as pessoas com autismo serão preservadas dos ruídos estridentes, mas também as famílias que vivem no entorno da escola, já que elas terão o sossego assegurado.