A decisão da justiça mineira em determinar à concessionária Way-262 o pagamento de pensão mensal à mãe de Vanessa Lara, a jovem que foi vítima de feminicídio em Juatuba, tem repercutido em toda a região.
A Way é responsável pela conservação da BR-262 e segundo o entendimento do juiz Leonidas Amaral Pinto a falha na manutenção do trecho favoreceu o assassinato. A vegetação densa obrigava pedestres, como Vanessa Lara, a usarem um caminho improvisado, o que aumentava o risco de segurança.
Na decisão, o juiz também destacou que a Prefeitura de Juatuba já havia solicitado a limpeza da área em janeiro, alertando a Way-262 sobre o perigo e cobrando providências, o que não aconteceu.
A Justiça determinou o pagamento de uma pensão mensal no valor de R$ 1.562,00 à mãe da vítima, com pagamento realizado até o quinto dia útil. Em caso de descumprimento, a empresa terá de pagar multa diária de R$1 mil, limitada inicialmente a R$50 mil.
O Jornal da Manhã conversou sobre o assunto com a advogada Vanessa Lina, que interpretou a sentença como uma forma do poder judiciário mostrar que se preocupa com fatos desta natureza.
E no entendimento dela, não é só a concessionária que deve ser considerada responsável pela omissão da manutenção do trecho. Ela diz que o Governo de Minas também tem sua parcela de culpa:
A advogada acredita que punições desta natureza também podem ser aplicadas em outras situações:
A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a concessionária, recebendo a informação de que ela ainda não foi citada oficialmente. Mas como o processo tramita na primeira instância, a empresa pode recorrer.