O caso do menino Ravi Oliveira Dias, de apenas 1 ano e 9 meses, que morreu após ser atingido por uma linha com cerol na Região Metropolitana de Belo Horizonte, reascendeu o alerta sobre os riscos provocados pelo uso de linhas cortantes.
A tragédia aconteceu quando uma linha chilena se enroscou na canaleta de uma motocicleta, atingindo a criança que estava em um carrinho, acompanhada da irmã. O bebê chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
A ocorrência reforçou a necessidade de alerta, principalmente pela proximidade do período típico para pipas e papagaios, devido à força dos ventos e a chegada das férias escolares.
O Corpo de Bombeiros de Pará de Minas já retomou a conscientização, lembrando os perigos do cerol e da linha chilena, que são proibidos pela legislação e podem provocar acidentes graves em poucos segundos.
O tenente Túlio César, do Corpo de Bombeiros de Pará de Minas, reforça que a conscientização ainda é o caminho mais importante para evitar novas tragédias.
O militar também chamou atenção para a gravidade dos acidentes envolvendo motociclistas. Dependendo da velocidade do veículo, o impacto provocado pela linha pode causar cortes profundos e até levar à morte. Além disso, as linhas também oferecem riscos à rede elétrica, podendo provocar choques, curtos-circuitos e interrupções no fornecimento de energia.
Em Minas Gerais, a venda e o uso de linhas cortantes são proibidos por lei estadual, com multas que podem ultrapassar R$ 260 mil em caso de reincidência.
Além disso, utilizar cerol é crime previsto no artigo 132 do Código Penal, por expor a vida de outras pessoas a perigo direto e iminente. Dependendo da gravidade da ocorrência, o responsável também pode responder por homicídio culposo.
Foto: Lucas Barcelos/Rádio Santa Cruz FM