Para muitos homens, cuidar da saúde ainda é um tabu silencioso. É que desde cedo a sociedade costuma alimentar a falsa ideia de que o sexo masculino precisa ser forte e inabalável.
Acontece que este estereótipo já ultrapassado acaba gerando um forte preconceito cultural em relação à busca por atendimentos médicos, fazendo com que eles vejam a consulta preventiva ou o cuidado com a saúde mental como sinais de vulnerabilidade ou fraqueza.
E quando o assunto é saúde, o resultado desse comportamento pode resultar em problemas sérios, muitas vezes, irreversíveis. O alerta é de Gabriela de Oliveira Costa, técnica de enfermagem do setor de Vigilância Epidemiológica de Pará de Minas:
Gabriela também lembra que a falta desta consciência acaba resultando na procura pelo sistema de saúde de forma tardia, apenas quando os sintomas se tornam insuportáveis ou incapacitantes.
Romper com o preconceito não é uma perda de masculinidade, mas uma chance de melhor qualidade de vida pautada na prevenção.
Além de doenças, como câncer de próstata e cardiopatias, os males emocionais, como depressão, transtornos de ansiedade, e até a dependência química, aparecem entre os que mais acometem o público masculino na atualidade.