O Parque Girassol foi inaugurado na manhã desta terça-feira, 23, em Pará de Minas. Instalado na Praça Patrícia Pereira Diniz, no bairro São Luiz, o espaço multissensorial é voltado ao acolhimento, inclusão e desenvolvimento de crianças autistas, além de promover a convivência entre crianças típicas e atípicas.
O município é o 12º de Minas Gerais a receber o projeto, fruto de uma parceria entre a Prefeitura, o Instituto AMA e o Governo do Estado, por meio da Codemge.
O parque foi planejado para oferecer estímulos motores, cognitivos e sensoriais por meio de equipamentos com potencial terapêutico. A escolha da Praça Patrícia Pereira Diniz levou em consideração a proximidade com o CER IV – Centro Especializado em Reabilitação – e também a necessidade de um ambiente mais tranquilo, distante do fluxo intenso de veículos e outros estímulos que poderiam causar desconforto às crianças atendidas.
O prefeito Inácio Franco, o vice-prefeito Luiz Lima e a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Cláudia Assunção Faria destacaram a importância da conquista para as famílias e ressaltaram que o investimento reforça o compromisso do município com a inclusão e a ampliação dos espaços públicos preparados para receber toda a população.
Durante a inauguração, o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Marcelo Couto Dias, afirmou que o espaço foi criado para estimular o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista e fortalecer a convivência entre diferentes públicos.
A deputada estadual Alê Portela lembrou que acompanhou o projeto desde o início das articulações e destacou a importância de garantir às crianças o direito de brincar em espaços adequados.
Já a presidente da Apae de Pará de Minas, Marli Helena Duarte Silva, ressaltou que o parque complementa os atendimentos realizados pela instituição e pelo CER IV, contribuindo para o desenvolvimento motor, cognitivo e para a autonomia das crianças.
A gestora de Inovação Social do Instituto AMA, Flávia Ruas, explicou que o Parque Girassol funciona como uma extensão dos ambientes terapêuticos, permitindo que as crianças desenvolvam habilidades por meio do brincar e da interação com outras famílias.
Além dos brinquedos adaptados, o parque foi projetado com foco na acessibilidade. Placas com textos explicativos, braile, alto-relevo, QR Codes com conteúdos em áudio, libras e legendas ajudam as famílias a compreenderem a função de cada equipamento, tornando o espaço mais inclusivo e acessível para todos os visitantes. A iniciativa faz parte de um projeto piloto que poderá ser expandido para outras cidades mineiras após a avaliação dos resultados.