A população de Pará
de Minas tem se comportado bem em relação ao Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (Samu). De acordo com informações obtidas pelo Jornal da Manhã, o
município é o que menos aparece na lista dos trotes registrados em cidades
mineiras.
A direção do Samu não
liberou os números, mas agradeceu o respeito dos paraminenses junto aos
socorristas. O assunto veio à pauta diante da confirmação do crescimento dos
trotes no território mineiro.
Muitas pessoas não se
dão conta, mas uma ligação falsa para o Samu pode custar um tempo precioso para
uma pessoa que aguarda socorro. Em Minas Gerais, cerca de 5% das mais de 184
mil chamadas recebidas em um mês foram classificadas como trotes.
Na ponta do lápis,
isso representa 9.200 telefonemas indevidos, o que dá uma média de 300 por dia.
Ocupar as linhas telefônicas, com chamadas falsas pode atrasar o atendimento de
pacientes em situações graves, como acidentes, infartos, AVCs e outras ocorrências
que exigem resposta rápida.
Além
dos impactos no atendimento à população, o trote pode gerar consequências
legais. É que o Código Penal Brasileiro prevê punição para quem interrompe ou
perturba serviços telefônicos de utilidade pública, com pena que pode chegar a
três anos de detenção, além de multa.