O ataque de um cão da raça Rottweiler a uma criança de quatro anos, reascendeu o debate em Pará de Minas sobre a responsabilidade dos tutores e os cuidados necessários para se evitar acidentes.
Segundo a Polícia Militar, a criança sofreu mordidas em uma das orelhas e na região do pescoço, e depois de socorrida e encaminhada para a UPA 24 Horas.
Ela mora com a família no bairro Senador Valadares e brincava na rua com várias crianças acompanhadas por adultos. O tutor do animal foi localizado e conduzido à Delegacia de Polícia, que investiga as circunstâncias do ocorrido.
Populares manifestaram revolta com o caso, que também foi avaliado pelo médico-veterinário, Idael Santa Rosa, coordenador do Centro de Controle Populacional (CCP).
Ele afirmou que momentos assim, geram grande comoção e, muitas vezes, a busca imediata por culpados. Mas, segundo Idael, o mais importante agora é discutir as formas de prevenção, criando mecanismos que garantam a segurança tanto das pessoas quanto dos próprios animais:
O veterinário também orienta pais e responsáveis sobre como agir diante de um cão em situação de risco. Correr ou fazer movimentos bruscos pode despertar o instinto de perseguição do animal, aumentando as chances de um ataque, principalmente no caso de crianças, que costumam agir por impulso diante de situações de medo:
Geralmente, animais de grande porte, como o Rottweiler, costumam ser dóceis quando recebem criação adequada, socialização e acompanhamento dos tutores. Ele ressalta também que o porte ou a raça, por si só, não determinam o comportamento de um cão. Mas devido ao risco de ferimentos graves, as raças maiores merecem prevenção mais rigorosa:
A legislação determina que cães de grande porte ou com potencial de agressividade sejam conduzidos em locais públicos utilizando coleira, guia e focinheira. Mas independente da raça, o uso desses equipamentos representa uma importante medida de segurança para os animais, seus tutores e toda a população, contribuindo para evitar a grande maioria dos acidentes.